Educação musical e contemporaneidade
Entrevista com VIOLETA HEMSY DE GAINZA
Por Elízabeth Carrascosa Martínez
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Entrevista com VIOLETA HEMSY DE GAINZA Por Elízabeth Carrascosa Martínez
Por Pep Alsina
Na manhã desta terça-feira, o Seminário Ibero-Americano de Educação Musical e Inclusão Social teve início com a participação de Violeta Gainza, que discursou sobre o tema “Panorama da Educação Musical na América Latina”. Consciente da amplitude da abordagem, Gainza levantou alguns pontos em comum aos países latino-americanos. Se por um lado, o bloco vive uma crise nos sistemas educativos, que veio acompanhada de outras crises sociais e econômicas nos anos 90, por outro, a professora de música ressaltou o grande nível de expressão e vida presente na população da América Latina, capaz de promover mudanças efetivas no cenário da educação musical. Como a música e o ensino musical podem contribuir para que a sociedade latino-americana saia da atual crise em que se encontra? A música é um direito do ser humano. Ela nos dá energia e alimento e permite a comunicação entre as pessoas, atuando como elo da sociedade. E este poder que a música exerce sobre as pessoas, como indivíduo, como grupo e como agente de comunicação, possibilita uma real inclusão social. A música, que antes de ser arte é linguagem, facilita este laço de união entre as pessoas. Todos precisam de música, da sua música. Que mudanças são necessárias no atual cenário da educação musical na América Latina? É necessário que se volte a pensar na educação musical, já que nos últimos tempos ela foi pensada de maneira equivocada. Precisamos superar uma visão colonialista da educação e assumir maior autonomia sobre nossos métodos, formando comunidades de educadores críticos que reflitam sobre a música e a educação. As instituições ligadas à educação deixam muito a desejar: a prática e a teoria não caminham juntas, não estão integradas. Enfatizam-se dogmas, conceitos, mas não se desenvolve o sentido crítico do ser humano; não é uma época de liberdade de pensamento. Temos que reconquistar a liberdade no campo da educação.
por Valéria Forte e Vanessa Coelho Violeta Hemsy de Gainza é uma unanimidade no meio eduacional. Há cuase 50 anos a musicista argentina constribui para o aprimoramento do ensino de Música em toda América Latina, priorizando o estímulo criatividade e atençao especial às particularidades de cada estudante. Seus estudos de Pedagogia contribuíram para a transformaçao das relaçoes dentro das salas de aula atrevés da ênfase na integraçao entre professor e aprendiz, ocupando o espaço do modelo tradicional no qual o docente se limitava a passar o conteúdo sistematicamente e o estudo prático era limitado à repetiçao exaustiva de obras clássicas. Sua obra incluiais de 40 títulos dedicados ao estudo de Música em geral, prática de instrumentos como piano e violão, e improvisação e já foi traduzida para idiomas como inglês, alemaõ e francês. É membro honorário do ISME (International Society for Music Education) e edita o anuário dessa instituição. Já foi presidente e atualmente é membro consultor da Associação Argentina de Musicoterapia e também é presidente honorária do FLADEM (Fórum Latino Americano de Educação Musical). A Revista No Tom conversou com Violeta, que tem ministrado cursos, seminários e conferências em seu país e ao redor do mundo e em agosto será uma das palestrantes do 5 to Encontro Nacional de Escolas de Música, a ser realizado em São Paulo. Confiram o resultado! Entrevista a Violeta Hemsy de Gainza del periodista Noam Ben-Zeev, a cargo de la sección musical- cultural del diario Haaretz de Tel Aviv. El domingo 12 de abril Violeta fue invitada por el Conservatorio de Tel Aviv, a dictar una Conferencia-Taller, dirigida a los profesores de piano y otros instrumentos, sobre la Formación instrumental en la Pedagogía Musical actual. En esa ocasión, participaron tres niños israelíes ya iniciados en el piano, dos gemelas de 7 años, Mia y Gaia y su hermano Roi de 9. |
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